terça-feira, 27 de agosto de 2013

França: Senado aprova por unanimidade lei que protege transexuais

João Marinho
18/07/2012

Por unanimidade. Foi assim que o Senado da França aprovou uma nova redação na seção do Código Penal que pune a discriminação contra cidadãos franceses e que protege transexuais, noticiou a imprensa do país na última sexta-feira (13).

A emenda consensual foi redigida com base em uma subemenda do governo e de emendas adicionais por parte dos verdes, socialistas, comunistas e conservadores.

Todos os oradores, com destaque para Esther Benbassa (dos grupo ambientalista), Chantal Jouanno (da UMP, conservadora), Pasquet Isabelle (comunista) e Meunier Michelle (socialista), insistiram que os (as) transexuais ou transgêneros são "particularmente vulneráveis ao assédio sexual".

O grupo de trabalho criado pelo Senado para discutir a questão chegou a entrevistar um coletivo de associações de pessoas trans. Com a nova medida, pessoas transexuais agora estão legalmente protegidas da discriminação, novamente segundo a imprensa francesa.

Apesar disso, a Associação Nacional de Transgêneros da França externou preocupação com o texto e o condenou, chegando mesmo a especular que pode ser a primeira traição do recém-eleito governo de François Hollande.

O problema é a terminologia aprovada pelo Senado, que, em vez de incluir o termo "identidade de gênero" na lei, aprovou o termo "identidade sexual". Na opinião da associação, que defende a primeira terminologia, "identidade sexual" é muito vago - e dá espaço de manobra para juízes conservadores.

A homofobia já é crime na França desde 2001, quando a orientação sexual foi também incluída entre os motivos pelos quais os cidadãos franceses não podem ser discriminados. Vale lembrar que ambas as medidas são similares ao PLC 122, que, no Brasil, também busca proibir a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.


Disponível em http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/franca-senado-aprova-por-unanimidade-lei-que-protege-transexuais/2/13/20173. Acesso em 25 ago 2013.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ecce homo

Jorge Forbes

"Não se fazem mais homens como antigamente”, reclama a velha senhora na soleira de sua porta, ao ver chegar o amigo da sua neta, encostando o carro. Arrumado demais, combinado demais, manso demais, indeciso demais, enfim – ela não quer confessar, mas caraminhola baixinho – o moço lhe parece feminino demais.

A velha senhora tem alguma razão em observar que os homens, hoje, não são feitos da mesma maneira da qual ela estava habituada. Intuitivamente, ela nota – mesmo que não aceite – que a identidade humana é maleável, que muda conforme o tempo, abraçando o relevo da paisagem de sua época.

Estamos assistindo a uma mudança de um período no qual o laço social que era vertical, gerando estruturas piramidais – o que provocava o estabelecimento de relações hierárquicas e padronizadas – passa a uma nova situação, na qual as relações humanas são horizontais e múltiplas, em tudo, muito diferentes dos modelos estáveis anteriores. No que toca à identidade masculina, ela passou de uma inflexibilidade poderosa, coerente com a verticalidade disciplinar do mundo de ontem, para uma participação interativa flexível, exigência do tempo presente. Traduzindo em miúdos: um homem era visto, caricaturado e admirado como alguém forte e firme em suas decisões – sem frescuras, sem dúvidas, sem titubeios – inflexível em sua vontade pétrea, como se elogiava barrocamente. Agora, nesses novos tempos, mais importante que dar ordens é convencer e seduzir; melhor que ser sempre igual, é mostrar-se criativo, respondendo diferentemente, conforme o aspecto de cada situação.

Para as novas exigências, a carapaça do típico macho envelheceu, se despregou do seu corpo, caiu, e ele se vê tão perdido quanto cobra trocando de pele, ou siri que ficou nu e tem medo de ser catado. Reage atordoado procurando novas formas de ser e aparecer que lhe devolvam a segurança perdida; hipertrofia os traços machistas em academias fabricantes de abdomens tanquinhos, ao mesmo tempo em que vai perdendo a vergonha de confessar seu interesse no melhor creme, na cirurgia plástica, na mais atraente e chocante combinação de roupa.

Para as novas exigências, a carapaça do típico macho envelheceu, se despregou do seu corpo, caiu, e ele se vê tão perdido quanto cobra trocando de pele 

Pobres homens, a pós-modernidade não lhes é em nada tranquila. Enquanto as mulheres nadam de braçadas, pois o detalhe, a singularidade, o inusitado – características próprias à horizontalidade despadronizada – são a sua praia, os homens sofrem, se angustiam, por se verem sem a bússola do dever bem definido que lhes orientava tão corretamente e, tanto quanto aquela velha senhora, também desconfiam de sua própria sexualidade. Buscam os mais diversos consolos, alguns bem engraçados e paradoxais, como os grupos do Bolinha: confrarias das mais diversas, mais comuns as de vinho e as de comida, que, sob o manto disfarçador do refinamento do gosto, escondem a mais básica vontade de perguntarem uns para os outros como cada qual está se virando diante dessa verdadeira revolução. Isso, quando não contratam treinamentos supostamente disciplinadores e eficientes de tropas de elite, que tentam loucamente instalar em suas empresas, onde gostam de se travestir em generais incontestados, fazendo que os funcionários incomodados “peçam para sair”, tal como aprenderam naquele filme de sucesso.

Pouco a pouco, ficará claro para a maioria que a masculinidade não se baseia em nenhum grupo de iguais – sejam eles confrarias ou exércitos –, mas, tudo ao contrário, na possibilidade de suportar a expectativa da diferença, aquela representada pelo enigma de uma mulher frente a um homem. De nada vai lhe adiantar querer calá-la – ou calá-lo, o enigma – com alguma resposta pronta do gênero de bolsas ou perfumes de marcas supostamente exclusivas – mas em algo tão singelo, quão difícil: sabendo fazê-la rir, sonhar, se surpreender. Ecce Homo.

Disponível em http://portalcienciaevida.uol.com.br/esps/Edicoes/62/artigo209144-1.asp. Acesso em 25 ago 2013.

domingo, 25 de agosto de 2013

Homens heterossexuais também têm prazer na região anal; veja por que e avalie se você toparia

Cléo Francisco
13/09/2012

O que você, mulher, pensaria se o seu parceiro explicitasse o desejo de ser penetrado no ânus durante a relação sexual? E você, homem, gostaria de ter ou já teve essa experiência ou nem pode ouvir falar no assunto? Antes de dar a resposta, saiba alguns detalhes sobre essa prática. E o primeiro deles é que essa região do corpo é igual em homens e mulheres e ambos podem ter prazer a partir de estímulos nessa parte do corpo.

"O períneo, região que compreende genitália e ânus, é uma região muito inervada. E qualquer área com alta incidência de terminação nervosa pode se tornar uma zona erógena, desde que se esteja com alguém que desperte o desejo sexual”, conta o urologista Marcelo Vieira, membro do Instituto H. Ellis e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O urologista e sexólogo Celso Marzano afirma que não existe diferença da região anal entre homem e mulher. "A anatomia e sensibilidade são iguais. Na parte genital é diferente, mas no ânus, não", diz o médico que é professor de sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC e autor do livro "O Prazer Secreto(Editora Éden), que discorre sobre a prática do sexo anal, obra dirigida a homens e mulheres de todas as orientações sexuais.

Marzano explica que, dependendo da posição em que o homem for penetrado, isso vai massagear a próstata, que fica entre dois e três centímetros de profundidade a partir da entrada do ânus. "Ele se sentirá mais estimulado" conta o médico, acrescentando que o mesmo acontece na mulher. "A diferença é que nelas a massagem é no corpo interno do clitóris, a parte não visível na vagina". 

Quanto ao prazer que o sexo anal pode provocar, o urologista afirma. "Homens e mulheres podem chegar ao orgasmo pelo sexo anal. Isso não é mito, é realidade", diz.

Muitas dúvidas

Homens heterossexuais que queiram experimentar essa prática podem ver sua orientação sexual contestada e serem alvo de preconceito que, aliás, pode ser sentido tanto por membros da ala masculina quanto da feminina. "Há uma espécie de campanha que só mesmo os homossexuais podem se excitar com toques na região ou com penetração anal na relação", diz a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello,  acrescentando que é muito difícil que as mulheres proponham ou aceitem essa prática durante o sexo.

"A maioria das pessoas que me procuram perguntando isso é do sexo feminino. Elas têm mais dúvidas se ele é gay ou não. O homem sabe se é ou não, mas não permite essas carícias por preconceito", conta Carla. "Um homem pode ter relação com parceria, ser penetrado por vibrador e não ser gay”, explica.

O preconceito é alimentado por dúvidas e desconhecimento sobre a sexualidade. Muitas pessoas acham que se um homem gostar de ser estimulado no ânus será homossexual. "Isso não é verdade, assim como também é errado afirmam que todo homossexual tem trejeitos femininos”, afirma o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr, do Instituto Paulista de Sexualidade. "Ser homossexual implica em sentir desejo por uma pessoa de mesmo sexo. E nem todo homossexual masculino curte penetrar ou ser penetrado na região anal", afirma o especialista. 

A proposta

O homem que tem vontade de provar estímulos na região anal deve ser honesto com a mulher. Precisa falar sobre seus desejos e saber se ela toparia. O mesmo vale para a situação oposta: se a mulher tem vontade de propor essa prática ao homem, que o faça, mas deixe-o à vontade para refletir se quer ou não inovar. Quem receber a sugestão só deve aceitar se sentir-se bem com isso --não faça nada só para agradar o outro. E lembre-se de que não há nada de errado com a prática. "Esse não é um comportamento errado e não é sinal de homossexualidade", afirma O psicólogo Rodrigues Jr.

A psicóloga Elisa Del Rosário Ugarte Verduguez afirma que, em um relacionamento com diálogo, há tranquilidade para conversar sobre penetração anal do homem. Porém, é preciso atenção para que o que seria um elemento a mais na vida sexual do casal não se torne a regra. "É um complemento. Quando a pessoa só quer essa prática, aí sim vira motivo de preocupação e o casal  precisa conversar a respeito".

Há a possibilidade de o parceiro procurar alguém fora da relação para concretização do desejo. "O homem que sente satisfação em ser estimulado na região anal em um relacionamento heterossexual poderá buscar outra mulher que encare bem o assunto", diz Oswaldo Rodrigues Jr. Há quem acredite que o desejo leva alguns a homens a procurarem travestis, mas o psicólogo discorda. "Procurar um travesti não se associa ao desejo de ser estimulado na área anal por uma mulher". Se quiser saber mais sobre o assunto e tirar dúvidas que você nunca mais teve coragem de perguntar.


Disponível em http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/09/13/homens-heterossexuais-tambem-tem-prazer-na-regiao-anal-veja-por-que-e-avalie-se-voce-toparia.htm. Acesso em 15 ago 2013.

sábado, 24 de agosto de 2013

Palestina muda de sexo em Gaza

BBC BRASIL
9 de setembro, 2009

Por quinze anos, Fátima Abed Rabbo viveu como uma menina na cidade de Jabalya, mas no início da adolescência ela começou a se sentir mais como um menino.

A família fez testes e descobriu que Fátima tinha altos níveis de testosterona e precisava de uma operação de mudança de sexo.

"Um médico aqui da Faixa de Gaza queria cobrar US$ 3 mil por cada uma de três operações, mas nós não tínhamos o dinheiro, então decidimos fazer tudo no exterior. Quando estávamos organizando a viagem, havia uma equipe médica espanhola especializada em urologia em visita ao território. Então fomos até o hospital de Al-Awda e nos encontramos com os médicos", disse o pai de Odai, Majd Abed Rabbo.

"O médico o internou apenas dois dias antes de voltar a seu país. Ele fez uma só cirurgia em vez de três."

Agora, Fátima é Odai. E ele não é o único transexual da família. Uma prima dele, Ola, hoje se transformou em Nader.

Sociedade conservadora

Apesar de ser uma decisão difícil numa sociedade conservadora como a palestina, a família acha que esta foi a coisa certa a se fazer.

"Eu me sinto muito mais confortável agora, como se tivesse nascido de novo. Me sinto livre. De qualquer maneira, eu prefiro ser homem, porque esta sociedade privilegia os homens em relação às mulheres. As mulheres em nossa sociedade não são respeitadas e suas ideias tampouco", diz Odai.

Ele vai continuar a receber injeções de testosterona pelos próximos 8 meses e deve passar por mais uma cirurgia. Odai planeja agora estudar jornalismo e se dedicar a defender os direitos das mulheres palestinas.


Disponível em <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090909_transexualgaza_is.shtml>. Acesso em 14 dez 2009.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A devassa das fronteiras da intimidade

Yves de La Taille

Enquanto no mundo acontecem coisas diversas, das mais belas e das mais trágicas, uma ou duas dezenas de pessoas se entregam a uma atividade no mínimo estranha: permanecer trancafiadas numa casa, sem contato com o resto do planeta, mas sob a vigilância ininterrupta de várias câmeras de televisão que transmitem ao vivo tudo o que fazem e dizem a milhões de pessoas que também se entregam ao passatempo não menos estranho de assistirem cotidianamente a essa extravagante convivência. E estou, é claro, falando da versão brasileira dos reality shows, como o famoso Big Brother Brasil (BBB), que em 2011 recebe sua 11ª edição.

Um dos atributos essenciais de um ser humano livre é justamente o de ter controle do acesso de outros a áreas de sua pessoa

Esse programa televisivo pode ser analisado e criticado por vários aspectos, a começar pelo próprio nome retirado do célebre e sério romance de George Orwell, 1984: é triste verificar que um nome criado para alertar sobre perigos totalitários seja reduzido a mero título de uma "diversão" de gosto duvidoso. Pode-se também associar o BBB ao erotismo sem sensualidade que tem invadido a nossa cultura. E, entre outros aspectos, podemos simplesmente pensar, com Fernando Veríssimo, que "chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência".

Porém, há outro "atentado", comum em nossas vidas, que programas como BBB e similares colocam em primeiro plano: o atentado à privacidade.

Define-se privacidade como "controle seletivo do acesso ao eu". Ou seja, a privacidade equivale a selecionar quais aspectos, corporais ou mentais, da pessoa serão revelados, ou não, a terceiros. Por exemplo, usamos roupas para que pessoas não possam ver partes de nosso corpo, mas, perante algumas, aceitamos ficar nus. Outro exemplo: há pensamentos e sentimentos que escondemos de alguns, mas que confiamos a outros.

Isto posto, um dos atributos essenciais de um ser humano livre é justamente o de ter controle do acesso de outros a áreas de sua pessoa. É por essa razão que Orwell criou o terrível Big Brother como símbolo de um estado totalitário que chega a privar os seus membros do último reduto de sua liberdade: o controle sobre a sua intimidade.

Ficaria ele espantado em saber que pessoas resolvem livremente colocar-se em situação semelhante à do pesadelo descrito no seu romance? É provável que sim, uma vez que ele viveu no começo do século XX e, logo, não presenciou alguns fatos posteriores que tenderiam paulatinamente a "naturalizar" a constante exibição de si mesmo e o decorrente abandono do controle da privacidade. E escreveu Paulo José da Costa Junior, da área de Direito, em seu livro O direito de estar só: "processo de corrosão das fronteiras da intimidade, o devassamento da vida privada, tornou-se mais agudo e inquietante com o advento das novas tecnologias."¹ O livro foi publicado em 1970 e de lá para cá tal devassamento somente tem aumentado: câmeras em todos os cantos; controles minuciosos em entradas de prédios e condomínios; scanners cada vez mais sofisticados, que literalmente despem as pessoas nos aeroportos; exames de DNA; celulares que nos tornam acháveis a qualquer hora e que nos filmam à nossa revelia; enquetes sobre nossos gostos pessoais, em processos de seleção em empresas, etc. O lema atual é essa cínica frase: Sorria, você está sendo filmado.

E o mais inquietante é que muitas pessoas sorriem mesmo! E isto porque não raras são aquelas que associam a exibição de si mesmas ao usufruto de uma "vida boa". Porém, é ledo engano pensar que tal abandono, forçado ou voluntário, das fronteiras da intimidade é benéfico para as pessoas e para a sociedade na qual vivem. Do ponto de vista do equilíbrio psicológico, é verdadeiro o alerta de Grinover: "Se cada um de nós tivesse de viver sempre sob as luzes da publicidade, acabaríamos todos perdendo as mais genuínas características de nossa personalidade."² A autora dessa frase é da área de Direito, mas encontra respaldo na Psicologia. Em minhas pesquisas, por exemplo, verifiquei que não somente a capacidade de ter segredos é precoce (por volta dos 4 anos de idade) como corresponde a uma necessidade das crianças para protegerem a construção de suas identidades³. Ora, para os adultos, vale o mesmo. A Nouvelle Revue de Psychanalyse publicou em 1976 todo um número dedicado ao tema do falar de si, à sua importância para os seres humanos e aos limites que devem ser respeitados. Nele, Piera Castoriadis-Aulagnier chega a defender o "direito ao segredo" .

Mas não é somente do ponto de vista pessoal que a falta de fronteiras da intimidade causa prejuízos. Em seu clássico livro sobre as tiranias da intimidade, Richard Sennett observa que, hoje, as pessoas acreditam que não devem se relacionar desempenhando papéis sociais, mas sim sendo "espontâneas", revelando tudo o que pensam e sentem. Ora, para ele "mais as pessoas são íntimas, mais as suas relações se tornam dolorosas, fratricidas e antissociais. " Não terá ele razão?

Então, embora não o saibam e nem o queiram saber, são de certa forma felizardos aqueles eliminados o mais cedo possível no paredão da todo-poderosa opinião pública...

Referências 
1. Costa Junior,P.,J.(1970).O direito de estar só. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais
2. Grinover, A. P. (1976). Liberdades públicas. São Paulo: Saraiva.
3. La Taille, Y. de (1996). A gênese da noção de segredo na criança. Psicologia: Teoria e Pesquisa, vol. 12, n. 3 pp. 245-251.
4. Castoriadis- Aulagnier, P. (1976). Le doit au secret. Nouvelle Revue de Psychanalyse, n. 14, pp. 141-158.
5. Sennett, R. (1979). Les tyrannies de l'intimité. Paris: Seuil.


Disponível em http://portalcienciaevida.uol.com.br/esps/Edicoes/64/artigo213106-1.asp. Acesso em 15 ago 2013.