terça-feira, 24 de setembro de 2013

Homofobia afeta também héteros

Genilson Coutinho
11 de novembro de 2012 |   

Uma pesquisa publicada na semana passada pelo International Journal of Psychology revela peculiaridades sobre a homofobia no Brasil. Elaborado pelo Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero (Nupsex) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o estudo faz uma análise inédita de todas as pesquisas de campo sobre o tema realizadas no país entre 1973 e 2011.

Além de concluir que o preconceito contra os homossexuais existe em todas as regiões e contextos brasileiros, sem indícios de redução, o trabalho revela um fenômeno peculiar: o preconceito, no país, não está vinculado apenas à questão da orientação sexual, mas principalmente à transgressão das chamadas normas de expressão de gênero – que incluem o vestuário, os gestos e os comportamentos que são esperados de homens e mulheres. Segundo o coordenador da pesquisa, Angelo Brandelli Costa, o brasileiro manifesta mais preconceito por uma mulher masculinizada ou por um homem efeminado do que pelo fato de ser homossexual.

– No Brasil, o preconceito se manifesta mais em relação à aparência. Um menino pode ser hétero, mas se ele tiver trejeitos identificados como femininos, sofrerá discriminação, enquanto um homossexual sem trejeitos pode passar incólume. Alguém que revela ser gay sofrerá preconceito, mas se, essa pessoa transgredir a norma de gênero, sofrerá mais – diz o Costa.

Travestis e transexuais entre as maiores vítimas

O preconceito pode ser atribuído a um acentuado sexismo, ou seja, no Brasil são muito valorizados os estereótipos sobre como devem agir e se comportar um homem e uma mulher. A transgressão a essa norma é penalizada socialmente. Angelo Costa lembra que em países como a Rússia homens beijam-se na boca sem que isso seja confundido com determinada orientação sexual. Enquanto isso, no interior de São Paulo, um pai e um filho que se abraçaram em público foram agredidos por homofóbicos.

Como o brasileiro parece policiar fortemente a obediência às normas de comportamento para cada gênero, as maiores vítimas da homofobia são aquelas que levam a transgressão mais longe: travestis e transexuais. A pesquisa, que analisou 109 estudos acadêmicos, conclui que esse é o público mais vulnerável.

Para os pesquisadores, é frágil na sociedade brasileira a diferenciação existente em outros países entre orientação sexual e expressão de gênero.
– Existe uma distinção teórica que é levada em conta por acadêmicos e por militantes, mas para as pessoas é tudo a mesma coisa. A pesquisa serve de alerta para o fato de que a luta contra o sexismo e contra a homofobia é muito próxima – diz Costa.

O que eles dizem

Marcelly Malta, presidente da Igualdade RS – Associação de Travestis e Transexuais do Estado
“As grandes vítimas do preconceito são as travestis e os transexuais. Há discriminação nas escolas, nos órgãos públicos e nos postos de saúde. Uma pesquisa feita aqui no Sul mostra que 98% das travestis já foram agredidas de uma forma ou de outra. Agressões físicas foram cometidas contra 78%, e psicológicas, contra uma proporção ainda maior.”

Bernardo Amorim, coordenador jurídico do grupo Somos
“As conclusões não surpreendem. É simbólico disso o índice altíssimo de travestis que não concluem os ensinos Fundamental e Médio. O preconceito é muito grande nas instituições de ensino.”

Disponível em http://www.doistercos.com.br/homofobia-afeta-tambem-heteros/. Acesso em 24 set 2013.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Molusco da Antártida é capaz de mudar de sexo

BBC BRASIL
Atualizado em  11 de setembro, 2012

De acordo com os especialistas, a natureza hermafrodita da espécie Lissarca miliarisaumenta sua eficiência reprodutiva nas águas gélidas do extremo sul do planeta.

O invertebrado foi descoberto em 1845 e teve a sua reprodução estudada em 1970, mas a novidade, publicada no jornal científico Polar Biology, só foi descoberta agora.

Os estudos anteriores focaram na presença de ovos dentro das conchas de fêmeas, que eram "chocadas" pelos seus corpos.

Nesta pesquisa, os cientistas estudaram a reprodução em um nível celular e constataram a presença de pequenos ovos nos machos da espécie.

O novo estudo sugere que a espécie, no seu estágio inicial de desenvolvimento, se reproduz como macho, e passa a ter órgãos reprodutores femininos quando está grande o suficiente para poder chocar uma quantidade grande de ovos.

"Nós também descobrimos que depois que o macho se transforma em fêmea, ele mantém o tecido do aparelho reprodutivo masculino por um longo período", acrescentou o pesquisador.

A Lissarca miliaris é um tipo de bivalve, por estar envolta em duas conchas, e possui várias adaptações para se reproduzir com mais eficiência, como o fato de chocar os seus ovos e a mudança de sexo.

"Hermafroditismo não é necessariamente incomum nos bivalves da Antártica e, com muitas espécies a serem estudadas, pode haver muito mais a ser descoberto", disse Adam Reed, que chefiou o estudo.

O trabalho foi desenvolvido na estação britânica de pesquisa no Polo Sul.

"O estudo mostra o quanto nós ainda não sabemos sobre a forma de vida dos invertebrados da Antártida e o quanto ainda há para ser estudado", conclui o pesquisador.

Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/09/120911_molusco_transexual_as.shtml. Acesso em 23 set 2013.

domingo, 22 de setembro de 2013

Médica nega droga para deter puberdade de jovem transexual

Portal Terra
01 de Setembro de 2013

Um jovem de 12 anos que nasceu menina, mas vive hoje como um garoto, enfrenta um desafio: sua médica recusou-se a dar-lhe medicamentos imprescíndiveis para deter a sua puberdade. Leo Waddel, nascido Lily, foi diagnosticado com transtorno de identidade de gênero, tendo mostrado sinais de querer ser um menino aos 18 meses de vida. Ele vive como um garoto desde os cinco anos.

Segundo o Sunday Mirror, os bloqueadores hormonais impediriam que Leo se tornasse uma mulher, para que tivesse tempo de decidir se quer viver como um homem no futuro. De acordo com especialistas, sem as drogas os jovens transexuais podem viver angustiados pelas mudanças da puberdade. Leo foi submetido a testes psicológicos e hormonais antes de ter o medicamento prescrito, se tornando um dos mais jovens britânicos a receber a droga. Porém, sua médica se recusou a dar as injeções, pois não sabe como o remédio irá afetá-lo no futuro.

Ao Sunday Mirror, Leo disse estar "arrasado". "Essa é a única coisa que faria uma enorme diferença para mim e foi tirada", disse. A mãe do garoto também criticou a recusa. "Nós perguntamos por que e ela disse que não sabia nada sobre os efeitos a longo prazo. Mas é por isso que eles estão pesquisando. Leo tem uma doença e precisa de tratamento. Ele está mostrando sinais de puberdade há um tempo agora e isso é perturbador para ele. Ele precisa ter o tratamento", disse.

Em nota, a médica Jennie Morrison afirmou que não tem experiência em anterior em administrar esse medicamento em jovens. "Qualquer decisão clínica que faço sempre dá atenção a todos os aspectos do bem-estar do paciente. Minha prioridade sempre foi, e continua a ser , o bem-estar do paciente", disse no texto.


Disponível em http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/medica-nega-droga-para-deter-puberdade-de-jovem-transexual,7279fbb65cad0410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html?ECID=BR_RedeSociais_Twitter_0_Noticia. Acesso em 19 set 2013.

sábado, 21 de setembro de 2013

Chinês processa esposa porque ela fez plástica para ficar bonita

G1
29/10/2012

Um chinês pediu o divórcio e processou a mulher depois que descobriu que ela havia feito uma cirurgia plástica para ficar mais bonita antes de eles se casarem, segundo a imprensa local.

Jian Feng alega que foi enganado pela esposa, pois ele acreditou que a beleza dela era natural, e não formada a partir do bisturi de um cirurgião.

Feng ganhou uma indenização de cerca de R$ 245 mil.

Feng disse, em audiência no tribunal, que estava profundamente apaixonado por sua esposa, até que ela deu à luz uma menina.

Segundo ele, a criança era muito feia, sem semelhanças com ele ou a esposa.

Feng acabou descobrindo que a mulher havia passado por uma cirurgia plástica e pediu o divórcio.


Disponível em http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/10/chines-processa-esposa-porque-ela-fez-plastica-para-ficar-bonita.html. Acesso em 19 set 2013.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Erotismo politicamente correto

Marcio Ferrari
Edição 211 - Setembro de 2013

Com o aumento da longevidade, a velhice está se tornando a fase mais longa da vida. Contada geralmente a partir dos 60 anos de idade – mas não raro a partir dos 50 –, às vezes corresponde a quase metade da existência de uma pessoa. Atualmente já se pode falar não de uma única velhice, mas de várias, dependendo da faixa etária e das condições sociais e individuais do idoso. Por ser o prolongamento da expectativa de vida um fenômeno recente e veloz, as políticas públicas, as concepções médicas e as de senso comum sobre a velhice se sucedem, se entrelaçam e muitas vezes se confundem.

As variações e contradições dos discursos gerontológicos das últimas décadas são o tema do estudo Velhice, violência e sexualidade, da professora Guita Grin Debert, do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O trabalho se insere num conjunto de estudos que a pesquisadora vem desenvolvendo ao longo de sua carreira acadêmica, cujas conclusões mais recentes se encontram no campo da sexualidade – ou, mais precisamente, no processo de “erotização da velhice” verificado nas últimas décadas.

O estudo foi feito com base na análise de documentos e pronunciamentos oficiais, de textos publicados na imprensa e da literatura de autoajuda, além de dados etnográficos obtidos em espaços de socialização de pessoas idosas. O que se percebe, segundo Guita, é uma mudança marcante da década de 1970 para cá. Evoluiu-se de uma concepção em que a velhice é caracterizada como uma fase de “decadência física e perda de papéis sociais”, na qual a vivência sexual praticamente se extingue, para outra em que uma sexualidade ativa e gratificante é pré-requisito para uma vida saudável e feliz.

É quando surge o conceito de “terceira idade” e passa a predominar a ideia de que o sexo “é quase uma obrigação” para os idosos. Trata-se do que a pesquisadora chama, tomando de empréstimo uma expressão criada pela socióloga Maria Filomena Gregori, de “erotismo politicamente correto”. Não por acaso, na discussão sobre a terceira idade, os médicos vão perdendo terreno para os psicólogos.

“A velhice se tornou a idade do lazer e da realização pessoal”, diz Guita. Essa concepção, que não se restringe ao Brasil, acaba influindo diretamente nas definições do que é ser velho e nos parâmetros da “gestão do envelhecimento”. “Não deixa de ser também um novo mercado, porque, entre todos os grupos sociais, o dos velhos é o que tem mais disponibilidade de consumo”, diz a antropóloga.

A derrubada do mito da velhice assexuada se deu em campos múltiplos. Estudos de várias áreas comprovaram que a sexualidade não se esgota com o passar dos anos. É indiscutível o declínio da frequência das relações sexuais, mas emerge, por outro lado, a percepção de que a qualidade dessas relações pode aumentar. Os encontros podem tornar-se mais livres e afetuosos. Percebe-se que os papéis tradicionais de gênero, nesse sentido, tendem a se inverter: as mulheres passam a ser menos recatadas e os homens, mais afetuosos. Nas sensações também haveria mudanças: o prazer estaria espalhado pelo corpo, ocorrendo um processo de “desgenitalização”.

A sexóloga e psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto de Sexualidade (Pro-Sex) do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo, coordenou em 2008 o Mosaico Brasil, um amplo estudo sobre a sexualidade dos brasileiros. Os resultados mostraram que a atividade sexual é mantida na velhice, mas não sem percalços. “A chegada da menopausa na mulher, com o fim da produção de hormônios, causa um grande impacto físico e psicológico, em especial num país que cultua tanto a beleza e a jovialidade”, diz Carmita. Entre os homens, a fertilidade se mantém, mas, a partir da quinta década de vida, aumenta a incidência de problemas de saúde que comprometem a potência sexual.

O desejo, no entanto, permanece. “O repertório sexual muda com a idade. Torna-se menos arrojado, até pelas limitações da mobilidade física”, diz a sexóloga. “O ato é mais rápido do que antes, mas as carícias se prolongam. O prazer é tanto maior quanto for a cumplicidade do casal.” Relações não maritais também vêm aumentando, tanto entre homens quanto entre mulheres, muitas vezes com parceiros mais jovens.

Portanto, um “sexo sem pressa” seria o marco dessa fase da vida. O surgimento dos medicamentos contra a disfunção erétil, contudo, prenuncia um reajuste de discurso que ainda está em andamento. “O triunfo da ênfase nos ganhos da velhice, ainda que possam ter eclipsado a necessidade de atenção às perdas físicas, contribuiu positivamente para quebrar preconceitos e trouxe uma aceitação da diversidade relacionada à idade”, diz Guita. E a ideia de que uma vida sexual ativa faz bem à saúde tem fundamento, segundo Carmita, ainda que de modo indireto, pela satisfação que traz.

Num aparente paradoxo, a nova configuração das concepções de velhice permitiu até mesmo uma libertação, entre as mulheres, das “obrigações” da vida sexual regular e característica das relações maritais. Muitas idosas viúvas, solteiras e separadas, ou cujos maridos sofrem de doenças incapacitantes, frequentam bailes da terceira idade, objeto de estudos separados das antropólogas Mirian Goldenberg, do Departamento de Antropologia Cultural da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Andrea Moraes Alves, da Escola de Serviço Social da mesma instituição. Ambas detectaram uma continuidade dos investimentos na sexualidade do corpo – a vaidade e os cuidados estéticos se mantêm, embora sem o vínculo com o exercício da sedução –, mas agora acompanhada de liberdade: a liberdade de não transar.

É o que Mirian define como uma substituição do “eu preciso” (ser mãe, esposa, amante) pelo “eu quero” (diversão, prazer, amizade com outras mulheres). O parceiro da dança, geralmente mais jovem, não é necessariamente um parceiro sexual. Essa abstinência, para muitos analistas – incluindo Guita Debert, Carmita Abdo e a própria Andrea Moraes Alves –, ainda revela a carga de uma moralidade conservadora e “atrelada ao estereótipo da mulher que deve obedecer”, nas palavras da antropóloga da Escola de Serviço Social da UFRJ. Seja como for, Mirian ressalta que as entusiastas desses bailes resistem “às imagens de um corpo envelhecido”. Um dado revelador, nesse sentido, é apontado por ela entre os dados de sua pesquisa: o único grupo social que discorda da conhecida ideia de que os homens envelhecem melhor é o das mulheres acima de 60 anos.

As pesquisas conduzidas por Mirian, que deram origem ao livro recém-lançado A bela velhice (editora Record), mostram que, ao chegar à terceira idade, as mulheres se sentem propensas a se distanciar de uma vida familiar que mais cobra do que proporciona, enquanto os homens, depois de anos dedicados a obrigações profissionais, procuram na família um acolhimento que se reveste de novidade e gratidão. Profissionalmente, também há um contraste entre os gêneros. “Enquanto os homens idosos se realizam com novos estudos e novos trabalhos que trazem prazer, mais do que remuneração, as mulheres buscam fazer exclusivamente coisas de que gostam, geralmente no campo da socialização e da reciprocidade”, diz Mirian. Guita percebe fenômeno semelhante: as mulheres procuram a amizade de outras mulheres, os homens se engajam em atividades conjuntas com outros homens, como associações de aposentados.

A aposentadoria, como reivindicação-símbolo do estrato social dos idosos, é, segundo Guita, o marco do discurso gerontológico dos anos 1970, “em seu empenho em sensibilizar o poder público e a sociedade para a importância de estudos e de ações voltadas para um envelhecimento populacional bem-sucedido”. A antropóloga observa, no entanto, que a ênfase numa visão negativa da velhice já não encontrava, nas pesquisas, concordância da parte dos próprios idosos. Hoje mais ainda: como atestam depoimentos colhidos por Mirian Goldenberg, muitas pessoas dizem viver na velhice a melhor fase de suas vidas. Os depoimentos de idosos que participam de universidades e demais grupos de convivência para a terceira idade revelam um otimismo que não se coaduna com a ideia de uma fase da vida marcada pela falta.

Tais associações, inclusive aquelas criadas por órgãos públicos como a Secretaria dos Direitos Humanos do governo federal, seguidamente se rebelam contra discursos oficiais que atribuem aos sistemas de bem-estar dos idosos a responsabilidade por gastos públicos excessivos. “Combater os preconceitos em relação à velhice era mostrar que seus participantes mantinham a lucidez e sabiam criticar os governos, os políticos e as interpretações errôneas que a mídia fazia de todos os diferentes aspectos da vida social brasileira”, escreveu Guita no artigo “Fronteiras de gênero e a sexualidade na velhice”. “Muitos deles eram críticos dos programas para a ‘terceira idade’, que alguns chamavam de ‘playground de velhos’, por desviarem aposentados e pensionistas de seus reais interesses.”

O descompasso entre as percepções da velhice presentes nos discursos hegemônicos, de um lado, e na experiência dos próprios idosos, de outro, vigora igualmente no campo da sexualidade. A visão “oficial” aborda o erotismo na terceira idade de um ponto de vista da manutenção da juventude. “Não consta nenhuma intenção de promover, do ponto de vista estético, os corpos envelhecidos”, diz Guita. O novo mito da velhice feliz e erotizada também cobra seus dividendos. A antropóloga Andrea detecta, nas mulheres idosas, diferentes “estratégias” no modo como elas lidam com o próprio corpo. Uma delas é “negociar” constantemente os limites do rejuvenescimento. De um lado, investem em cirurgias plásticas, maquiagem e roupas para prolongar a aparência jovem. De outro, se mantêm alertas (e tensas) para não correr o risco de parecerem “velhas ridículas e vulgares”. E raras são as mulheres que, ainda nos primeiros anos da velhice, enfrentam o tabu dos cabelos brancos, sem tintura, “tão marcante no Brasil”.

Projeto
Sexualidade, gênero e violência nas políticas da velhice (2011/10537-6); Modalidade:Linha Regular de Auxílio a Projeto de Pesquisa; Coord.: Guita Grin Debert/Unicamp;Investimento: R$ 36.208,15 (FAPESP).


Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/09/12/erotismo-politicamente-correto/. Acesso em 19 set 2013.