domingo, 1 de dezembro de 2013

Lesma-do-mar com órgão sexual 'descartável' surpreende cientistas

Rebecca Morelle
13 de fevereiro, 2013

Pesquisadores japoneses vinham observando os hábitos de acasalamento inusitados da espécie Chromodoris reticulata, encontrada no Oceano Pacífico, há algum tempo.

Agora, publicaram um estudo sobre o tema na Biology Letters, da Royal Society, relatando o registro pela primeira vez uma criatura que pode copular repetidas vezes com o que foi descrito com um "pênis descartável".

Acredita-se que quase todas as lesmas-do-mar (também conhecidas como nudibrânquios) sejam "hermafroditas simultâneos".

Isso significa que os animais têm tanto órgãos sexuais masculinos quanto femininos e podem usá-los ao mesmo tempo.

Conforme explica Bernard Picton, especialista em invertebrados marinhos do Museu Nacional da Irlanda do Norte, em geral os órgãos sexuais ficam do lado direito do corpo das lesmas e durante a cópula os dois animais se unem por esse lado, fecundando-se simultaneamente.

Observações

A equipe japonesa observou lesmas-do-mar coletadas em recifes de coral rasos no Japão, analisando 31 cópulas.

Segundo seus registros, logo após o acasalamento, as criaturas se desfaziam de seus órgãos sexuais masculinos, deixando-os no fundo do tanque de observações.

Em apenas 24 horas, porém, as lesmas já tinham se regenerado e estavam prontas para acasalar mais uma vez com "novos" órgãos sexuais.

Um exame mais detalhado da anatomia dos animais revelou que as lesmas-do-mar tinham parte do seu "pênis" enrolado em uma espiral dentro do corpo, o que permitia a regeneração rápida do órgão.

Os animais foram capazes de copular três vezes seguidas, com intervalos de 24 horas entre cada uma delas.

Os cientistas não deixaram claro se, após o uso dessa "reserva interna", o animal deixa de se reproduzir para sempre ou se ele é capaz de regenerar a "reserva" em algumas semanas ou meses.

Outros animais já foram observados "desfazendo-se" de seus órgãos sexuais após a cópula, entre eles uma espécie de aranha e uma lesma terrestre (Ariolimax).

A lesma Chromodoris reticulata, porém, parece ser a única criatura capaz de regenerá-los para usá-los novamente.

Para os cientistas, essa capacidade daria ao animal uma vantagem sexual - aumentando as chances de cada lesma possa passar seus genes adiante. "Esses animais têm uma biologia muito complicada", diz Picton.


Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130213_lesma_do_mar_ru.shtml. Acesso em 23 nov 2013

sábado, 30 de novembro de 2013

Ensaio sobre os ruídos balbuciados na rigidez da sombra: a ala das travestis do presídio central de Porto Alegre

Renata Guadagnin
Mestranda – PUCRS

Resumo: Este ensaio busca, através da narrativa com fulcro teórico em Walter Benjamin, trazer histórias experenciadas nos movimentos de uma pesquisa ainda em andamento. Atentando especialmente para o encontro realizado com a Ala das Travestis do Presídio Central de Porto Alegre no dia dez de setembro de 2013, como forma de não emudecer aos ruídos que de lá ecoam.



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Heterossexual ou gay? Formato do rosto pode revelar opção sexual

Portal Terra
09 de Novembro de 2013

Um estudo sugere que os diferentes formatos de rosto podem revelar as preferências sexuais dos homens. Pesquisadores da Academia de Ciências da República Checa e do Centro de Estudos Teóricos da Universidade Charles, em Praga, decidiram estudar as características faciais de homens gays e heterossexuais para saber se elas estão relacionadas à orientação sexual. As informações são do Huffington Post.

Foram realizados dois estudos: um analisou se os gays têm visivelmente diferentes características visuais que os heterossexuais, e o outro analisou se a orientação sexual pode ser determinada apenas com base neste recurso.

No primeiro estudo, pesquisadores reuniram 40 homens que se interessavam por pessoas do mesmo sexo e 40 homens que se relacionavam com mulheres. Todos checos e brancos. Depois de tirarem 80 fotos com mais de 11 mil coordenadas, foi possível notar um padrão. "Os homens gays mostraram rostos relativamente mais largos e curtos, narizes menores e mais curtos e mandíbulas mais arredondada, apontou o estudo.

O segundo estudo reuniu 33 gays e 33 heterossexuais com 20 anos. Quarenta estudantes do sexo feminino e 40 masculinos foram solicitados a classificar a orientação sexual dos 66 participantes em uma escala de um a sete, sendo que um representava o extremo para heterossexual e sete para homossexual. Além disso, eles classificaram os traços mais masculinos e femininos de cada participante.

As formas de rosto de homens gays foram classificadas como mais masculinas do que os heterossexuais. Além disso, os avaliadores não foram capazes de determinar a orientação sexual com as imagens. “Isso mostra que o julgamento da orientação sexual com base em características estereotipadas leva ao equívoco frequente”, escreveram os autores.

"É necessário apontar para possíveis mal-entendidos dos nossos resultados", disse Jarka Valentova, uma das responsáveis pelo estudo. "O fato de termos encontrado algumas diferenças morfológicas significativas entre homens homossexuais e heterossexuais não significa que qualquer um dos grupos é facilmente reconhecível na rua (e nosso estudo 2, na verdade, mostra que não é assim tão fácil de adivinhar a orientação sexual de alguém sem conhecê-lo)”, completou.

Ela também acrescentou que o tamanho da amostra utilizada foi pequena e, para que o estudo tivesse mais validade, seria necessário aplicá-lo em homens de diferentes etnias.


Disponível em http://vidaeestilo.terra.com.br/homem/heterossexual-ou-gay-formato-do-rosto-pode-revelar-opcao-sexual,6bd6d3df14d32410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html. Acesso em 23 nov 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Mero galanteio não representa assédio sexual a funcionária

Felipe Luchete
15 de novembro de 2013

O mero galanteio, a paquera e olhares de admiração não configuram assédio sexual, de acordo com decisão da 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. O colegiado analisou pedido de indenização por danos morais de uma mulher que alegou ter sofrido por seu chefe “atos tendentes a obter favores sexuais contra a sua vontade”.

A autora do processo havia recorrido de decisão anterior que negou a indenização. Ela disse ainda que ficou constrangida ao sofrer assédio moral pelo superior, mas a Turma também discordou do argumento. A juíza relatora, Rosemary de Oliveira Pires, afirmou não ter visto provas de assédio sexual ou moral, pois em ambos os casos não houve pressão reiterada.

O chefe da funcionária, no entendimento da relatora, tentou um relacionamento por meio de um “simples cortejo” depois de ouvir que ela havia terminado um namoro. Ainda segundo a relatora, ele desistiu quando houve negativa da funcionária, sem criar um ambiente hostil no local de trabalho — até porque eles atuavam em diferentes lugares e só se viram duas vezes.

Na mesma linha, a relatora disse que não houve assédio moral pela ausência de perseguição constante ou “terror psicológico capaz de incutir no empregado uma sensação de descrédito em si próprio”.


Disponível em http://www.conjur.com.br/2013-nov-15/galanteio-olhar-admiracao-nao-representam-assedio-sexual-afirma-trt. Acesso em 23 nov 2013.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ele ou ela? Experiência de transexual acerca do vocativo à sua abordagem cotidiana

Maria Eliane Liégio Matão; Denismar Borges de Miranda; Diego Mourato de Souza; Anny Cristina Silva Cunha
Revista Eletrônica Gestão & Saúde Vol.04, Nº. 03, Ano 2013 p.1045-62

Resumo: Inserido na temática da sexualidade, está a transexualidade. Este tem se demonstrado assunto polêmico e abastado de questionamentos. Objetivou conhecer a vivência de transexual relacionada ao vocativo utilizado por diferentes segmentos sociais no que se refere à abordagem pessoal. Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo estudo de caso com abordagem qualitativa. Realizou-se coleta de dados por meio de entrevista aberta em profundidade; análise estrutural de narração foi utilizada. São enfocados assuntos acerca da dificuldade de lidar com o prenome nas mais diversas situações de sua vida, em diferentes segmentos sociais, até como se deu o processo de alteração de prenome e sexo nos registros civis. Traz discussões em relação ao despreparo social, e no âmbito profissional, faz alusão à falta de preparo da equipe de saúde no que diz respeito à abordagem e acompanhamento das pessoas pertencentes a esse grupo. A falta de legislação específica, e de profissionais que valorizem os valores sociais no lugar de valores pessoais, deixa muitos integrantes dessa realidade insatisfeitos, incompletos e a mercê das atitudes preconceituosas e inconsequentes da sociedade.