sábado, 30 de novembro de 2013

Ensaio sobre os ruídos balbuciados na rigidez da sombra: a ala das travestis do presídio central de Porto Alegre

Renata Guadagnin
Mestranda – PUCRS

Resumo: Este ensaio busca, através da narrativa com fulcro teórico em Walter Benjamin, trazer histórias experenciadas nos movimentos de uma pesquisa ainda em andamento. Atentando especialmente para o encontro realizado com a Ala das Travestis do Presídio Central de Porto Alegre no dia dez de setembro de 2013, como forma de não emudecer aos ruídos que de lá ecoam.



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Heterossexual ou gay? Formato do rosto pode revelar opção sexual

Portal Terra
09 de Novembro de 2013

Um estudo sugere que os diferentes formatos de rosto podem revelar as preferências sexuais dos homens. Pesquisadores da Academia de Ciências da República Checa e do Centro de Estudos Teóricos da Universidade Charles, em Praga, decidiram estudar as características faciais de homens gays e heterossexuais para saber se elas estão relacionadas à orientação sexual. As informações são do Huffington Post.

Foram realizados dois estudos: um analisou se os gays têm visivelmente diferentes características visuais que os heterossexuais, e o outro analisou se a orientação sexual pode ser determinada apenas com base neste recurso.

No primeiro estudo, pesquisadores reuniram 40 homens que se interessavam por pessoas do mesmo sexo e 40 homens que se relacionavam com mulheres. Todos checos e brancos. Depois de tirarem 80 fotos com mais de 11 mil coordenadas, foi possível notar um padrão. "Os homens gays mostraram rostos relativamente mais largos e curtos, narizes menores e mais curtos e mandíbulas mais arredondada, apontou o estudo.

O segundo estudo reuniu 33 gays e 33 heterossexuais com 20 anos. Quarenta estudantes do sexo feminino e 40 masculinos foram solicitados a classificar a orientação sexual dos 66 participantes em uma escala de um a sete, sendo que um representava o extremo para heterossexual e sete para homossexual. Além disso, eles classificaram os traços mais masculinos e femininos de cada participante.

As formas de rosto de homens gays foram classificadas como mais masculinas do que os heterossexuais. Além disso, os avaliadores não foram capazes de determinar a orientação sexual com as imagens. “Isso mostra que o julgamento da orientação sexual com base em características estereotipadas leva ao equívoco frequente”, escreveram os autores.

"É necessário apontar para possíveis mal-entendidos dos nossos resultados", disse Jarka Valentova, uma das responsáveis pelo estudo. "O fato de termos encontrado algumas diferenças morfológicas significativas entre homens homossexuais e heterossexuais não significa que qualquer um dos grupos é facilmente reconhecível na rua (e nosso estudo 2, na verdade, mostra que não é assim tão fácil de adivinhar a orientação sexual de alguém sem conhecê-lo)”, completou.

Ela também acrescentou que o tamanho da amostra utilizada foi pequena e, para que o estudo tivesse mais validade, seria necessário aplicá-lo em homens de diferentes etnias.


Disponível em http://vidaeestilo.terra.com.br/homem/heterossexual-ou-gay-formato-do-rosto-pode-revelar-opcao-sexual,6bd6d3df14d32410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html. Acesso em 23 nov 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Mero galanteio não representa assédio sexual a funcionária

Felipe Luchete
15 de novembro de 2013

O mero galanteio, a paquera e olhares de admiração não configuram assédio sexual, de acordo com decisão da 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. O colegiado analisou pedido de indenização por danos morais de uma mulher que alegou ter sofrido por seu chefe “atos tendentes a obter favores sexuais contra a sua vontade”.

A autora do processo havia recorrido de decisão anterior que negou a indenização. Ela disse ainda que ficou constrangida ao sofrer assédio moral pelo superior, mas a Turma também discordou do argumento. A juíza relatora, Rosemary de Oliveira Pires, afirmou não ter visto provas de assédio sexual ou moral, pois em ambos os casos não houve pressão reiterada.

O chefe da funcionária, no entendimento da relatora, tentou um relacionamento por meio de um “simples cortejo” depois de ouvir que ela havia terminado um namoro. Ainda segundo a relatora, ele desistiu quando houve negativa da funcionária, sem criar um ambiente hostil no local de trabalho — até porque eles atuavam em diferentes lugares e só se viram duas vezes.

Na mesma linha, a relatora disse que não houve assédio moral pela ausência de perseguição constante ou “terror psicológico capaz de incutir no empregado uma sensação de descrédito em si próprio”.


Disponível em http://www.conjur.com.br/2013-nov-15/galanteio-olhar-admiracao-nao-representam-assedio-sexual-afirma-trt. Acesso em 23 nov 2013.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ele ou ela? Experiência de transexual acerca do vocativo à sua abordagem cotidiana

Maria Eliane Liégio Matão; Denismar Borges de Miranda; Diego Mourato de Souza; Anny Cristina Silva Cunha
Revista Eletrônica Gestão & Saúde Vol.04, Nº. 03, Ano 2013 p.1045-62

Resumo: Inserido na temática da sexualidade, está a transexualidade. Este tem se demonstrado assunto polêmico e abastado de questionamentos. Objetivou conhecer a vivência de transexual relacionada ao vocativo utilizado por diferentes segmentos sociais no que se refere à abordagem pessoal. Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo estudo de caso com abordagem qualitativa. Realizou-se coleta de dados por meio de entrevista aberta em profundidade; análise estrutural de narração foi utilizada. São enfocados assuntos acerca da dificuldade de lidar com o prenome nas mais diversas situações de sua vida, em diferentes segmentos sociais, até como se deu o processo de alteração de prenome e sexo nos registros civis. Traz discussões em relação ao despreparo social, e no âmbito profissional, faz alusão à falta de preparo da equipe de saúde no que diz respeito à abordagem e acompanhamento das pessoas pertencentes a esse grupo. A falta de legislação específica, e de profissionais que valorizem os valores sociais no lugar de valores pessoais, deixa muitos integrantes dessa realidade insatisfeitos, incompletos e a mercê das atitudes preconceituosas e inconsequentes da sociedade.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Camundongos fêmeas promíscuas geram 'filhotes mais sensuais', diz estudo

BBC BRASIL
19 de novembro, 2013

No estudo, os cientistas analisaram feromônios (substâncias que influenciam o comportamento de outros membros da mesma espécie, por vezes com função de atrair sexualmente membros do gênero oposto) presentes na urina das crias macho.

A conclusão é que os filhotes cujas mães tiveram de disputar para conseguir parceiros produziam mais feromônios. Mas, em contrapartida, esses mesmos camundongos apresentaram uma tendência a ter uma vida mais curta que a de camundongos de pais monógamos.

"Faz pouco tempo que começamos a entender que as condições ambientais enfrentadas pelos pais podem influenciar as características de suas crias", diz o professor Wayne Potts, um dos autores da pesquisa, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Este estudo é um dos primeiros a mostrar este tipo de processo 'epigenético' (relacionado a mudanças de um organismo durante seu desenvolvimento) agindo de forma a aumentar o êxito dos filhotes quando forem acasalar."

Acredita-se que as conclusões do estudo poderão ajudar na elaboração de programas de reprodução em cativeiro de animais ameaçados de extinção.

Competição

Os cientistas estudaram camundongos domésticos, que em geral vivem em gaiolas e acasalam com apenas um parceiro.

Para reintroduzir a competição social vivenciada por camundongos selvagens, os animais de laboratório foram mantidos em uma espécie de "celeiro" - áreas fechadas e repartidas para criar territórios.

Os camundongos podiam transitar entre os territórios, e alguns destes foram propositalmente transformados em espaços mais atraentes, para estimular a competição - por espaço e parceiros - entre os animais.

Para averiguar se os pais tinham alguma influência sobre a atratividade de seus filhotes, o pesquisador Adam Nelson facilitou o cruzamento de camundongos do celeiro e camundongos monógamos, mantidos em outro local.

Nelson e sua equipe descobriram que, independentemente da experiência ambiental vivenciada pelo pai, filhotes de fêmeas que vivem em ambientes mais competitivos produziam mais feromônios.

Camundongos machos usam odores, presentes na urina, para marcar seu território, e as fêmeas se sentem mais atraídas e acasalam com mais frequencia com machos cuja urina tem o cheiro dessas substâncias.

"Se os seus filhotes forem especialmente sensuais e acasalarem mais, isso ajudará seus genes (a serem passados) de forma mais eficiente às gerações futuras", explica Wayne Potts.

Em contraste, os filhotes de pais (não mães) promíscuos eram menos atraentes, produzindo 5% a menos de feromônios que os de pais monógamos. A explicação pode ser pelo fato de pais e filhos disputarem entre si parceiras sexuais.

"Os pais competem com seus filhotes e geralmente os expulsam rapidamente de seu território", prossegue Potts. "Se você teme que seu filhote prejudique seu próprio sucesso reprodutivo, então não há motivos para torná-los mais sensuais."

Preço

Em contrapartida, o aumento da produção de feromônios cobra seu preço: a equipe de pesquisadores descobriu que apenas 48% dos filhos de camundongos fêmeas promíscuos sobreviveram até o final do experimento. Já entre os filhos de monógamas a taxa de sobrevivência foi de 80%.

Segundo Potts, isso ocorre pelo grande esforço feito pelos animais para produzir o feromônio.

Os pesquisadores acreditam que suas descobertas podem ajudar em projetos de acasalamento destinados a espécies ameaçadas que vivem em cativeiro.

"A domesticação estimula mecanismos epigenéticos que tornam os animais menos aptos a viver na natureza", explica Potts. Esses mecanismos também resultam na produção de filhotes menos "bem-sucedidos sexualmente".

Ao forçar sua reprodução em ambientes mais competitivos para as fêmeas, os cientistas acham que esses animais aumentaram a atratividade de suas crias. Isso poderia aumentar as taxas de sucesso da reintrodução na vida selvagem de espécies criadas em cativeiro.


Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131114_femeas_camundongos_pai.shtml. Acesso em 23 nov 2013