sábado, 25 de janeiro de 2014

Educação e movimento homossexual: reflexões queer

Marcos Ribeiro de Melo
Revista Fórum Identidades
Ano 2, Volume 4 – p. 71-80– jul-dez de 2008

Resumo: As análises sobre os novos movimentos sociais apontam a importância das identidades coletivas para o seu funcionamento. Contudo, segundo os teóricos queer, as identidades coletivas devem ser reavaliadas pelos movimentos sociais, pois seu caráter unitário também propicia processos de exclusão. Partindo do pressuposto de que o movimento homossexual pode ser compreendido como educativo, na medida em que é um espaço de socialização e de produção de subjetividades, o presente artigo intenta, baseando-se nos trabalhos de Judith Butler, Joshua Gamson, Tamsin Spargo, entre outros teóricos queer, problematizar o fato de que as práticas educativas desenvolvidas pelo Movimento Homossexual estabelecem “marcas”, “modelos” e “verdades” sobre o que é ser homossexual. Conclui-se que, provavelmente, as práticas educativas dos grupos homossexuais estão vinculadas à compreensão da existência de identidades de gênero e sexuais fixas, muradas por uma pretensa estabilidade dos corpos, excluindo assim variações de subjetividade, corpos, desejos e ações.




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Eles falam se a forma física das mulheres influencia na relação

Thais Sabino
17 de Outubro de 2013

Nas últimas semanas, o casamento entre os personagens Perséfone (Fabiana Karla) e Daniel (Rodrigo Andrade) da novela Amor à Vida levantou a questão da discriminação às pessoas com excesso de peso. A personagem foi chamada de “gorda” e criticada pela família do noivo. Fora da ficção, a realidade não é muito diferente. Os entrevistados pelo Terra, mesmo após afirmarem que o importante é a personalidade e conteúdo da mulher, confessaram que o preconceito contra as obesas ronda o universo masculino e que a maioria dos homens hesita em assumir um relacionamento com uma parceira no perfil.

“Não é o peso que define o caráter da pessoa”, disse o faturista Fabricio Goes. Porém, segundo o analista de tecnologia Bruno Lakatos, não dá para negar que o preconceito existe como problema cultural em que as “garotas bonitas são magras” e as “gordinhas não se encaixam no padrão de beleza”. Lakatos afirmou ainda que os galãs ficam envergonhados em estar ao lado de uma mulher que não seja considerada tão bonita quanto ele pela sociedade.  Para o auxiliar administrativo Thiago Fortes, o homem quer alimentar o ego e “quanto mais bonita a mulher, mais a exibe como troféu”.

Não é comum Fortes e Lakatos se interessarem por mulheres obesas, segundo eles. O analista de tecnologia, por exemplo, disse que “quando está em uma balada, onde não conhece as pessoas, procura as mais belas de rosto e corpo”. Fortes não foi tão incisivo, confessou não ter vivido a situação nem ter planos para isso, mas disse que os quilos a mais não seriam empecilho para ele se envolver com alguém. “Procuro uma mulher íntegra e com personalidade forte, odeio as volúveis e sem opinião. Mas acho que da mesma forma que eu me cuido, ela pode se cuidar”, acrescentou. 

A situação de Goes e do assistente de marketing José Carlos Rodrigues Júnior é completamente diferente: o primeiro coloca a aparência em segundo plano e o segundo tem as mulheres “gordinhas” como o tipo preferido. “Sinto atração física, além de elas serem mais esforçadas, lerem mais, terem mais cultura e serem mais carinhosas”, explicou Júnior. O assistente de marketing, se tem algum preconceito, é em relação às magras. “Mulher gordinha tem mais imaginação, com as magras é tudo sem graça”, disse.

O preconceito dos outros

O gosto de Júnior é motivo de piadas entre os amigos. “Quando estou na mesa e aparece uma mulher, me avisam com um pouco de sarcasmo. Outros já são mais diretos e falam: ‘você gosta, mesmo? É mentira, certo?’”, relatou. Nas rodas masculinas, as mulheres obesas ou às vezes apenas as que estão acima do peso não passam ilesas: entre os comentários maldosos estão “baleia, gorducha, rolha de poço, e chupeta de baleia”, exemplificaram os entrevistados.

“As pessoas acreditam que os parceiros têm que ser iguais, isso acontece não só com gordinhos, mas com asiáticos, negros, entre outros, pois pensam que a gordinha tem que namorar o gordinho e assim sucessivamente”, comentou Lakatos. Foi justamente a opinião apresentada pelos pais do personagem Daniel de Amor à Vida. Se estivessem no lugar dele, os entrevistados ficariam chateados e se afastariam das pessoas que desrespeitaram a parceira. “Não importa como a pessoa é, mas o quanto ela vai me fazer feliz”, completou Junior.


Disponível em http://mulher.terra.com.br/vida-a-dois/eles-falam-se-a-forma-fisica-das-mulheres-influencia-na-relacao,f1f34523af2c1410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html. Acesso em 20 jan 2014.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Casal de noivos britânicos vai mudar de sexo antes da primeira transa

Extra
20/08/13

Um casal de britânicos optou esperar um ano para ter a primeira noite de amor. A decisão aconteceu porque ambos querem mudar de sexo para, em seguida, terem relações sexuais. Jamie Eagle, de 20 anos, e Louis Davies, de 25 anos (que se chamava Samantha), já moram juntos e contam com a ajuda um do outro para enfretar todo o processo de troca de sexo e o preconceito.

Segundo informações do jornal Daily Mail, o casal, que vive na pequena cidade de Bridgend, no sul do País de Gales, conta que sempre foi vítima de “comentários maldosos”. Por isso, também se tornou mais preparado para enfrentar o preconceito.

Nesta terça-feira, ao participarem de um programa da televisão inglesa, os jovem destacaram a importância de o caso deles vir a público.

“Eu sinto que estou fazendo a minha parte para ajudar a mudar a história”, afirmou Jamie, lembrando que através de redes sociais, o casal é parabenizado por ajudar outras pessoas em situação semelhante. “Muitas pessoas me disseram que eu as inspirei e muitas vieram me pedir conselhos, incluindo os pais de crianças pequenas”, contou Jamie.

O casal, que está passando por um tratamento de um ano para mudança de sexo, vai enfrentar a cirurgia apenas em dezembro. Eles, que se conheceram há um ano e moram juntos desde março, contam por que decidiram esperar a operação para transarem.

“É difícil ter intimidade porque ainda não estamos confortáveis com os nossos corpos”, disse Louis. Ele afirma ainda que este é um problema que ambos enfrentam desde a puberdade: “Eu odeio o meu passado. Espero que com a cirurgia isso mude. É por isso que precisamos da cirurgia, para que possamos seguir em frente”, disse.

O casal se conheceu na escola, durante o Ensino Médio. Após um passeio com um grupo de jovens, Jamie tomou coragem para pedir o telefone de Louis. Desde então, eles não se separaram mais.

“Esperamos que falar sobre nosso caso ajude a erradicar estereótipos. Para colocar de forma simples: eu sou um menino e Jamie é uma menina. Estaremos sempre um com o outro”, disse Louis.


Disponível em http://extra.globo.com/noticias/mundo/casal-de-noivos-britanicos-vai-mudar-de-sexo-antes-da-primeira-transa-9630761.html. Acesso em 20 jan 2014.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Relações de gêneros e liderança nas organizações: rumo a um estilo andrógino de gestão

Jean Carlo Silva dos Santos
Elaine Di Diego Antunes
Gestão Contemporânea, Porto Alegre, ano 10, n. 14, p. 35-60, jul./dez. 2013

Resumo: Trata-se de um ensaio teórico, realizado com base em pesquisa bibliográfica, com o objetivo analisar e descrever como os estereótipos, as diferenças e as desigualdades de gênero constroem barreiras para a ascensão de mulheres a cargos de liderança nas organizações. O ensaio discute também as implicações da gestão andrógina (KARK, 2004) como alternativa de igualdade de oportunidades para homens e mulheres ascenderem como líderes. Por meio da teoria da identidade do papel sexual,são demonstrados os estereótipos socialmente construídos sobre o papel masculino e feminino, os quais estabelecem barreiras para a ascensão da mulher a cargos de prestígio e poder nas organizações, mesmo com a inserção maciça de mulheres no mercado de trabalho. Conclui-se que o estilo andrógino de gestão constitui uma alternativa para o estabelecimento de relações de igualdade de condições e de oportunidades entre homens e mulheres, ao mesmo tempo em que transpõe a polarização existente entre os gêneros e promove sua integração. Enfim, o estilo andrógino de gestão pode ser considerado uma atitude de mudança cultural e comportamental no que diz respeito ao papel social do gênero. O avanço nas pesquisas sobre a liderança andrógina suscita novos caminhos e possibilidades de análise sobre como os indivíduos andróginos percebem e exercem sua liderança e proporciona novas perspectivas para o entendimento dos constructos sociais do papel de gênero e das barreiras que impedem a ascensão profissional das mulheres.





terça-feira, 21 de janeiro de 2014

80% dos casos de câncer de pênis precisam de amputação, diz HC

G1
23/08/2010

Cerca de 60 homens procuram o Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo com câncer de pênis por ano. Desse número, em 80% dos casos há necessidade de amputação do membro, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. As amputações são feitas, normalmente, porque os casos que chegam ao hospital apresentam gravidade, e todos precisam de intervenção cirúrgica.

O câncer de pênis atinge, atualmente, 2% da população masculina do país, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Associada a maus hábitos de higiene, a doença é bastante invasiva e alcança altos índices nas regiões Norte e Nordeste do país, onde chega perto de 10%.

De acordo com a secretaria, os sintomas de câncer de pênis são facilmente percebidos: se parece com uma úlcera e forma diversas feridas no membro. Muitos casos não são diagnosticados com rapidez porque a pessoa não acredita que possa ser um câncer.

A fimose pode ser um fator de risco para a consolidação da doença, pois dificulta a higienização do pênis.

Tratamento

O tratamento, geralmente, é feito por meio de cirurgia, pois o câncer avança de maneira rápida e causa traumas que somente a intervenção cirúrgica pode reparar a tempo. Se tratado a tempo, o paciente sofre danos menores, que não o impedirão de ter uma vida sexual ativa.

O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita grande parte do sofrimento e sequelas no paciente. A prevenção do câncer é simples. Basta estar atento à higiene diária do membro.


Disponível em http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/08/80-dos-casos-de-cancer-de-penis-precisam-de-amputacao-diz-hc.html. Acesso em 20 jan 2014.