domingo, 16 de junho de 2013

EUA: Militar condecorado assume mudança de sexo

Notícias ao Minuto
05 de Junho de 2013

Warrior princess: a Us navy seal's journey to coming out transgender’ (‘Princesa guerreira: A viagem de um navy seal para mudar de sexo’) é o livro, publicado no sábado, que conta a história de Chris Beck, agora Kristin Beck, um condecorado militar norte-americano que serviu o seu país durante 20 anos, antes de iniciar o seu processo de mudança de sexo.

Retirado da vida no activo militar desde 2011, Kristin, que actualmente é consultor, decidiu tornar público o seu segredo através de uma fotografia com o seu novo ‘eu’, que publicou numa rede social. 

Por baixo da imagem podia ler-se: “Estou agora a tirar todos os meus disfarces e a deixar que o mundo conheça a minha verdadeira identidade como mulher”, cita o USA Today.

As mensagens que chegam dos ex-camaradas dos seals, que inicialmente pensaram tratar-se de uma brincadeira, têm sido na maioria de apoio, conta Beck.

"Nos Estados Unidos, a taxa de suicídio de transexuais é de 50%, enquanto há países onde ronda os 2%. Esta é a principal razão deste livro", escreve Beck no prefácio do seu livro.


Disponível em http://www.noticiasaominuto.com/mundo/79673/militar-condecorado-assume-mudan%C3%A7a-de-sexo#.UbYLxPllk71. Acesso em 10 jun 2013.

sábado, 15 de junho de 2013

Você é julgado no Facebook por suas fotos, não por textos, diz pesquisa

IDGNOW
14 de março 2012

Uma imagem diz mesmo mais do que mil palavras, inclusive no Facebook. Ao menos é o que revela um estudo realizado pela Universidade de Ohio (EUA). A pesquisa envolveu 195 alunos que passaram por testes para identificar qual o fator determinante para a formar uma opinião sobre alguém no Facebook: textos de descrição de perfil ou imagens. Na maioria dos casos, as fotos por si só foram consideradas mais relevantes.

Para o professor assistente de comunicação Brandon Van Der Heide, que conduziu o estudo, as fotografias são a principal fonte para a formação das primeiras impressões nas redes sociais. 

Na pesquisa, os estudantes universitários que viram uma foto no perfil de um colega na rede social em que ele se divertia com os amigos a classificaram como uma pessoa extrovertida. Já fotos de internautas sozinhos no parque ou lendo um livro foram classificadas como tímidas.

A pesquisa concluiu que os internautas dão maior valor para os textos publicados juntamente com imagens caso elas não sejam "felizes". "As pessoas vão aceitar uma foto positiva de você sendo como realmente é. Se a foto for estranha ou negativa, irão buscar mais informações antes de formar uma opinião", declarou Heide.

Nos testes, os participantes do estudo devem avaliar se seus colegas da universidade eram introvertidos ou extrovertidos, em uma escala de 1 a 7, baseando-se em textos e fotos.

Ao ver uma imagem de um colega com seus amigos ou em festas, na maioria dos casos, os participantes o avaliaram como extrovertido, sem se importar com a legenda. "Não importava o que texto do perfil dizia, somente a foto", declarou Heide.

Já no caso de fotos mais retraídas, os textos tiveram um maior peso. Os participantes que leram descrições introvertidas marcaram essas pessoas com um nível significativamente maior de timidez do que as que apenas publicavam fotos mais "divertidas". Entretanto, na situação contrária, as pessoas que se diziam mais abertas não foram avaliadas como tendo um maior nível de sociabilidade – os internautas mal prestaram atenção ao texto.

Em rede sociais, os internautas esperam ver os outros expressando sua felicidade, sucesso e sociabilidade. "Se a fotografia se encaixa nesse perfil, as pessoas não precisam questionar seus julgamentos sobre as características do outro usuário", de acordo com Heide. "Mas se a imagem mostra o que os amigos do internauta não esperam – alguém mais introvertido, por exemplo – eles irão querer ler uma legenda e se esforçar um pouco mais na interpretação."


Disponível em http://idgnow.uol.com.br/internet/2012/03/14/voce-e-julgado-no-facebook-por-suas-fotos-nao-por-textos-diz-pesquisa/#&panel2-1. Acesso em 04 jun 2013.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Travestis e educação formal: diferença insuportável para o currículo

Aline Ferraz da Silva
Universidade Federal de Pelotas–RS
Instituto Federal do Rio Grande do Sul
III Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais

Qual a primeira imagem, cena, conceito que nos remete a palavra “travesti”? Homem vestido de mulher? O contrário talvez? Prostituição? Criminalidade? Sexo? Transgressão? Imoralidade? (in)Diferença? Talvez, todas as alternativas ou nenhuma? Durante pesquisa realizada em nível de mestrado (Silva, 2009) abordei as relações que três estudantes gays mantinham com sua comunidade escolar e os efeitos que suas presenças geravam no currículo, surgiram nas entrevistas diversos temas e questões que em razão do foco do estudo acabaram sendo secundarizadas no trabalho final. Uma dessas questões diz respeito ao travestimento, já que eventualmente as três estudantes frenquentavam a escola montadas. Em suas falas, as travestis apareciam como um gay que realiza transformações corporais para se parecer com uma mulher, e com uma conexão muito forte com prostituição e marginalidade. Figuras que sofrem preconceito tanto no meio hetero quanto no homossexual.

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Itália decide se quem muda de sexo pode continuar casado

Aline Pinheiro
8 de junho de 2013

A definição básica de casamento na Itália era simples: a união civil e religiosa entre um homem e uma mulher. Mas a Medicina evoluiu e o João que casou com a Maria fez uma cirurgia para mudar o seu sexo e virou Rosa. Agora, caberá à Corte Constitucional italiana dizer se a Rosa, que nasceu João, pode continuar casada com a Maria, já que duas mulheres não podem se casar no país.

Desde 1982, a legislação italiana prevê que o reconhecimento da mudança de sexo extingue automaticamente o casamento. Recentemente, a Corte de Cassação considerou que a regra viola tanto a Constituição da Itália como a Convenção Europeia de Direitos Humanos, já que não permite sequer que os cônjuges se manifestem sobre sua vontade de manter o matrimônio. Como os juízes de Cassação não podem declarar a inconstitucionalidade de uma lei, eles passaram a tarefa para a Corte Constitucional. Ainda não há data prevista para o julgamento.

O caso que provocou a discussão aconteceu na cidade de Bolonha. Lá, um homem e uma mulher se casaram. Anos depois, o homem se submeteu a cirurgia de mudança de sexo e virou mulher. As duas queriam continuar casadas, mas foram impedidas pelo tribunal local.

Recentemente, o mesmo questionamento foi levantado na Finlândia. No país escandinavo, a extinção do casamento foi imposta como condição para que a transexual tivesse o seu novo sexo reconhecido no registro civil. Diante da negativa da Justiça finlandesa, a discussão foi parar na Corte Europeia de Direitos Humanos.

Em novembro do ano passado, uma das câmaras de julgamento da corte europeia considerou que a condição imposta pela Finlândia era razoável, já que os países europeus não são obrigados a autorizar o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. A mulher recorreu e, no final de abril, a câmara principal do tribunal decidiu analisar o caso.

O casamento entre homossexuais é permitido em nove Estados europeus: Holanda; Bélgica; Dinamarca; Islândia; Noruega; Portugal; Espanha; Suécia; e França. Na Inglaterra, projeto de lei nesse sentido já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está sendo analisado pelo Senado britânico, a House of Lords. A grande expectativa é que vire lei ainda este ano. A Escócia também promete para este ano apresentar ao Parlamento escocês proposta para liberar que gays se casem.

O Conselho da Europa não tem uma posição definida sobre o direito de pessoas do mesmo sexo se casar. A corte europeia já julgou que a Convenção Europeia de Direitos Humanos não obriga os países a garantir o casamento para homossexuais. Fica a cargo de cada Estado regulamentar o assunto.

http://s.conjur.com.br/dl/italia-corte-cassacao-casamento.pdf


Disponível em http://www.conjur.com.br/2013-jun-08/justica-italia-julgar-quem-muda-sexo-continuar-casado. Acesso em 10 jun 2013.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Estudo relaciona homossexualidade com alteração na divisão celular

G1
12/12/2012

Possíveis fatores que determinam que uma pessoa seja homossexual têm sido alvo de inúmeros estudos científicos, e uma nova pesquisa americana aponta que uma área da biologia chamada epigenética pode estar envolvida nesse processo.

A epigenética é diferente da genética, que abrange os genes e a hereditariedade. No primeiro caso, o ambiente favorece mudanças nas divisões celulares, mas que não interferem na sequência de DNA – ou seja, as alterações geralmente ficam apenas com o próprio indivíduo e são produzidas de novo a cada geração.

Segundo o trabalho do Instituto Nacional de Matemática e Síntese Biológica (NIMBioS) dos EUA, publicado online no periódico "The Quarterly Review of Biology", interruptores sexuais temporários, que normalmente não são transmitidos e simplesmente se "apagam" entre as gerações, podem levar à homossexualidade quando escapam de serem deletados e acabam passados do pai para a filha ou da mãe para o filho.

Do ponto de vista evolutivo, a homossexualidade é uma característica que não seria esperada para se desenvolver e persistir diante da teoria de seleção natural de Darwin. Estudos anteriores mostram que a atração pelo mesmo sexo pode se repetir em uma mesma família, levando pesquisadores a presumir que haja um embasamento genético para a preferência sexual. Apesar dos numerosos trabalhos que buscam uma ligação genética, porém, nenhum gene importante ligado à homossexualidade já foi encontrado.

Na atual pesquisa, a equipe do Grupo de Trabalho sobre Conflitos Intragenômicos do NIMBioS criou um modelo matemático e biológico para delimitar o papel da epigenética na homossexualidade. Os cientistas juntaram a teoria da evolução darwiniana com recentes avanços no entendimento da regulação molecular por meio da expressão de genes e do desenvolvimento sexual ligado a andrógenos – substâncias que estimulam e controlam as características masculinas em uma pessoa.

Alguns "marcadores epigenéticos" produzidos no início do desenvolvimento fetal protegem cada sexo de uma variação substancial de testosterona que ocorre mais tarde. Em meninas, esses marcadores impedem que elas se masculinizem demais – e, nos meninos, de menos. Alguns interferem nos órgãos genitais, outros na identidade sexual, e outros na preferência por um parceiro.

Quando esses marcadores são transmitidos de uma geração para outra, de acordo com o estudo, eles podem causar efeitos inversos, como a feminização de alguns traços em meninos – por exemplo, a orientação sexual – e a masculinização parcial das meninas.

"A transmissão de marcadores epigenéticos sexualmente antagônicos entre as gerações é o mecanismo evolutivo mais plausível para o fenômeno da homossexualidade humana", disse o coautor do estudo Sergey Gavrilets, diretor associado do NIMBioS e professor da Universidade do Tennessee, em Knoxville.


Disponível em http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/12/homossexualidade-estaria-ligada-alteracao-na-divisao-celular-diz-estudo.html. Acesso em 04 jun 2013.